domingo, 17 de janeiro de 2021

29.

 











Esperanças vazias de pensamento

São marés vivas, perigoso tormento…


28.

 











Mistérios da Fé são

Mistérios do acreditar sem ver

Do coração…


27.

 











Separaste o trigo do joio

Atirando ao ar o grão pesado que cai

Joio pelo vento levado…


26.

 











Pintavas o teu jardim com flores garridas

Cheias de cor, cheias de vida, floridas…


25.

 











Brindavas os céus orando

Misto de desejo, sonho e pranto…


24.

 











Mar de sonhos e fantasia

São alegria, «gelumen», alegoria…


23.

 











Tesoiros encantados os teus

Cabelos de oiro, são agora meus…


22.

 











Serena a lua brincava nua

Era minha, era tua…


21.

 











Enganava o estômago com a própria fome

A fome o sustenta, a fome o consome…


20.

 











Floriu nas pedras dessa serrania

Flores dava de alegria…


19.

 











Terra, terra, terra de sangue

Inferno, ódio e guerra tu és… do povo exangue…


18.

 











Com a sua espada «vropal»

Feriu a besta num combate corpo-a-corpo final…


17.

 











Solidão que te aproximas

De um pobre velho menino que desatinas…


16.

 











Beija-flor por campinas floridas

Bebes do seu néctar precioso e brincas…


15.

 











Saúdo o tempo que passa

Tempo da minha mocidade esparsa…


14.

 











O céu desceu à terra num outro dia qualquer

Fez-se inferno, fez-se guerra…


13.

 











Fantasia do meu coração

Viva vida, sonho ou paixão…??


12.

 











Anseio por esse carinho

Que conheci no passado, o teu mimo…


11.

 











Diva do meu desejo tu és

Senhora da minha alma, eterna… calma…


10.

 











Paletas de cores garridas

São prosas, palavras vivas…


9.

 











Poeta será essa estrela

Porta para o céu num verso ou tela…


8.

 











Ósculo final, sôfrego, tão ansiado

Beijo «mimesical» tão desejado…


7.

 











Lábios carnudos, mamilos hirsutos

São as armas do teu e meu desejo…


6.

 











Dos teus seios de luz

Faço a minha cama e cruz…


5.

 











Bela… No dia em que te conheci

Floriste só para mim…


4.

 











O nosso passado relembro

Num doce Agosto… a gosto…


3.

 











O tempo do nosso desejo

Nos lábios, num beijo…


2.

 











O rio que passa

Leva a água do sentir…


1.

 











Estavas nua de amor

E eu… dor…


INTRODUÇÃO:

Não é o tamanho que interessa realmente. Aquilo que é deveras importante é a resiliência. O potencial que cada coisa encerra dentro de si. E assim, talhando uma pequenina pedra tosca e reluzente, obterás um diamante excelso.

Lembras-te de David e Golias? …Foi Esta a lição que o pequeno David aprendeu quando defrontou o Gigante…

A.D.




A importância das pequenas coisas… ou a riqueza de um UNIVERSO numa cabeça de alfinete.

Eis a questão…!!...

Se deitarmos alguma água num copo, ela assume instantaneamente a forma desse mesmo copo que a recebe. É assim pois o UNIVERSO. Os planetas, o Sol têm a forma que têm pois estão contidos num recipiente maior.

Para compreender o UNIVERSO, não necessitamos de olhar para as Galáxias mais longínquas. Bastará olharmos para dentro do nosso próprio planeta e para dentro de nós próprios observando as células que nos constituem. Observando o planeta célula.

Estamos empenhados em conseguir colonizar novos planetas e preocupamo-nos muito pouco em conservar limpa esta casa onde habitamos. A nossa Terra Mãe. A nossa Gaia…!!...

Ver o óbvio é muito importante. Contudo quando o nosso pensamento é complexo, muitas vezes perdemos essa capacidade de ver o óbvio. O intelecto humano funciona focalizado ao longe e ao perto e para ver o óbvio, necessitamos de mudar de óculos. Concluímos assim que o céu é acessível a todos. Até mesmo aos pobres de espírito. Pois será deles o reino dos céus…!!...

Conservar a casa comum onde habitamos deveria ser a nossa prioridade. O nosso imperativo. Senão, seremos sempre os «consumidores» que esgotam todos os recursos por onde passam, devorando planetas para satisfazer a fome da ambição, do egoísmo…

Pisamos e esmagamos os insectos que se atravessam no nosso caminho, assim como esmagamos das mais variadíssimas formas e feitios aqueles que são os mais fracos e desprotegidos. Porque simplesmente temos poder para o fazer, e cegos pelo poder, exercemos essa mesma dádiva da pior maneira possível.

Por isso deixo aqui algumas perguntas para que reflictas. Para que penses em coisas às quais normalmente não se dá importância:

Quando caminhas olhas para o chão? Sabes que podes pisar as formigas que se atravessam no teu caminho?

Quando um insecto pousa na tua roupa, removes essa pequenina criatura com os dedos e esmagas o seu corpo frágil?

Quando as «traças» invadem a tua casa, começas uma caça ao bicho e desintegras as bichinhas com um bater de palmas?

Quando encontras um Grilo dentro do teu gabinete de trabalho dás-te ao trabalho de o agarrares e de o levares para a rua colocando-o num local em segurança?

Quando uma aranha pequenina e inofensiva cai na tua roupa tens a tendência para a esmagar?

Quando uma abelha se aproxima de ti tentas logo matá-la?

Quando uma «mariposa» entra na tua casa à noite atraída pela luz dás-te ao trabalho de a levar para a rua em segurança ou simplesmente deixas a mesma pernoitar no teu habitáculo?

Quando uma osga penetra no teu quarto de dormir consegues partilhar o mesmo com esse adorável bichinho?

E quando um mosquito te pica?

O que fazes tu?